segunda-feira, 19 de março de 2012
SERÁ NUM CLARO DIA DE VERÃO...
Será num claro dia de verão,
raios de sol - meu cúmplice celeste -
sobre a seda e o cetim da tua veste
mais bela a tua beleza ainda farão.
O céu, como dossel na azul esfera,
ondulará fremente os folhos cálidos
por sobre os nossos rostos muito pálidos
pela emoção feliz e pela espera.
Doces ares da noite, então chegados,
hão de afagar teus véus alegremente
e ha de o olhar das estrelas, complacente,
sorrir para os amantes esposados.
Autor do Poema: Paul Verlaine - (1844 - 1896)
sábado, 11 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
DA MÚSICA.
A música derrama-se
no corpo terroso
da palavra. Inclina-se
no mundo em mutação
do poema
A música traz na bagagem
a memória do sangue; o caminho
do sol: lume e cume
de palavras polidas.
A música rompe em rio de lava
por si mesmo criado.Lágrima
endurecida
onde cabem o mar
e a morte.
- Cassimiro de Brito.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
SORRIA...
"VOCÊ SORRIA E FALAVA COMIGO SOBRE COISA NENHUMA E EU SENTIA
QUE TINHA ESPERADO POR ISSO TEMPO DEMAIS."
(Rebindranath Tagore 1861 - 1945)
@pereirasousa.
domingo, 8 de janeiro de 2012
... E EM SILÊNCIO
...E em silêncio, fazendo rolar os dias
guardar no olhar a forma incertas dos sonhos
o tom escarlate das papoilas
o grito aninhado nos umbrais do espanto e do medo
o voar cantante das pombas.
Em silêncio guardar o espírito transparente
e tranquilo das águas lisas
o nó misterioso das horas que guardam o segredo
das permanências além dor
o jeito enigmático das letras submissas
que o vento sopra a intermitências
para depois as casar em palavra
pelos livros fora e pelos anos dentro
com gestos rasgados de amor.
...E em silêncio guardar o silêncio no olhar.
@pereirasousa.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
A NOSSA CASA
A luz acessa
(petróleo débil)
E tu inquieta, feliz á minha espera
Cismam livros e versos sobre a mesa
Sonolentos, os cravos na varanda
Cabeceiam nos vidros.
Ando lá fora
(Lá fora a ventania,
A noite, o frio dos astros,
A Poesia decerto...)
A luz débil, insistes no bordado.
Os nossos filhos dormem
(levantaste-te agora para vê-los...)
Irónica a Poesia
Sabe que ando lá fora a procurá-la,
Indiferente ao vento e á noite fria. - Sebastião da Gama.
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